domingo, 29 de novembro de 2009

Como ganhar um carrão no Natal

Por Leandro Vitor

Segundo um levantamento do blog Vambora, no ano de 2008 existiam 48 shoppings na cidade de São Paulo, contudo, como esse tipo de estabelecimento não para de crescer na cidade, hoje há 50 shoppings centers, é o que diz a ABRASCE, que é a associação desses estabelecimentos comerciais.

Pela quantidade que quase absurda de shoppings centers, dá para imaginar como é a concorrência acirrada entre eles, ainda mais no Natal, época que as pessoas estão dispostas a gastar muito com presentes.

Pensando nisso muitos shoppings da cidade estão sorteando carros! E não é qualquer carrinho não, são carrões, alguns deles nós do Summer Cars já demonstramos nosso mais profundo interesse de tê-los. Se você deseja um motivo a mais para escolher o shopping center que você deixará boa aprte de seu décimo terceiro nós iremos dar! Leitores do Estilo de Ser, prestem atenção!

Você que está babando por um Smart Fortwo Coupé, que custa R$58.266,00 segundo a tabela da FIPE, eu aconselho fazer compras no Shopping Penha. A cada R$150,00 em compras, você ganha um cupom para concorrer a um dos dois Smarts que eles irão sortear.



Agora se você quer mesmo é andar de Kia Soul, que está valendo R$55.548,00 a versão mecânica, eu sugiro ir ao Shopping Eldorado. Você concorre a um dos dois Souls a cada R$400,00. Apesar do Smart ser mais caro que o Soul, no Phopping Penha você precisa comprar apenas 150,00 reais, menos da metade do Eldorado.



Se você, assim como eu, fica desnorteado quando vê uma BMW 118i, aconselho que faça como eu, vá ao recém-inaugurado Shopping Vila Olímpia, compre no mínimo R$500,00 em produtos nas lojas participantes e torça, reze, faça promessa, para ganhar uma das 8 BMW's que está custando R$94.661,00.



Outro sonho de consumo da equipe é o Mini Cooper, que pela tabela da FIPE vale R$92.213,00. É simples e caro concorrer a um desses, o Shopping Morumbi está sorteando 10 deles para quem gastar R$600,00 em compras.



Notem que todos os carros sorteados são conhecidos como "carros estilosos", poderiam muito bem sortear carros na mesma faixa de preço, porém os shoppings querem mostrar que têm um diferencial em sua alma. Afinal de contas, qual seria a graça de sortearem uma Zafira ou um Tucson?

sábado, 28 de novembro de 2009

O homem do Carro Amarelo

Por José Guilherme Taveira
Por José Guilherme Taveira
Como um bom paulistano e jornalista, observo minha cidade atentamente, e não poderia deixar de me remeter a um ilustre personagem que nossa cidade tem: João Lara, ou simplesmente o Homem do Carro Amarelo. Quem passa por avenidas nobres como Europa, Faria lima, Brasil e outras já deve ter visto este homem, ele fica lá, paradão encostado em seu carro amarelo, que até pouco tempo era um Farus 1990 conversível, João afirma que a única coisa que busca é ver e ser visto, pessoas o julgam como doido, mas é o que gosta de fazer em suas horas vagas, ele compara seu hobby com outro qualquer, como assistir a um jogo do Palmeiras. Lara gosta de portar ternos bem autenticos , o que chama mais a atenção das pessoas.

Hoje João Lara teve seu passatempo reconhecido por uma marca , ele é "garoto" propaganda da Mini, usa um Mini de quinta a domingo, uma jogada interessante de marketing. Tudo isso começou há cerca de 20 anos, quando ia buscar sua esposa que trabalhava na Pernambucanas da rua da Consolação. Lara estacionava seu bugue azul e começou a reparar que as pessoas ficavam o olhando. Foi pegando gosto pela coisa, e assim vai indo, bem humorado com seu Mini amarelo observando e sendo observado pela cidade.

Ah, no dia-a-dia Lara utiliza um Chevrolet Tigra, mas vermelho!

Mais infomaçoes sobre esta personalidade, na revista Quatro Rodas ou no blog de Vivianne Ventura (bem curioso o post).

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

As cores e os carros




Por Bárbara Scarelli
.
Recentemente uma pesquisa feita pela empresa do segmento de tintas PPG mostrou que a tendência de cores de autos para o Brasil será a cor BRANCA. Ela poderá ultrapassar a atual preferência do preto. Segundo a PPG, o ranking de tonalidades esse ano é liderada pelo prata, com 34% das vendas, seguida do preto (26%) e cinza (15%) completando o podium. O Renault Scénic com fabricação importada, quando chegou ao Brasil, não era produzido na cor preta, e teve de se adaptar aos pedidos dos brasileiros.

No ano que vem a tendência é de a branca subir chegando a 18%, perdendo para a prata. O preto deverá cair. O consumidor está deixando de associar a cor branca aos carros de frota e táxis. Porém o interesse não deverá ser na branca comum, mais sim em suas variações em tons perolizados e metálicos.
O carro preto também pode influenciar no consumo do automóvel. A cor preta retém mais calor, sendo assim, um veículo escuto absorve mais raios ultravioletas, o que exige mais do motor para manter-se refrigerado o que gasta mais combustível. As variações de prata, preto, cinza e branca vendem mais por conta do aspecto cultual do brasileiro. O clima e ambiente local influenciam na escolha. O clima local geralmente faz a cor do carro contrastar com o ambiente. Sendo o Brasil um país tropical, as escolhas aqui tendem às cores mais neutras, porque as fortes nós já escontramos na natureza. Já na Europa as cores fortes são mais presentes pelo sol não ser tão intenso.

Outro fatos que conta muito na escolha da cor é em resguardar o valor de revenda do carro, um carro de cor forte e chamativa pode dificultar a venda na hora da troca. Conforme informações da PPG, tons menos comuns, como amarelo por exemplo, continuarão fortes em carros esportivos. Nesse caso o design influencia na escolha da cor, modelos como o Mini Cooper e o Fiat 500 vendem mais nas tonalidades entre as menos vendidas. Sem contar que tons como vermelho e verde metalizados podem representar um valor adicional de cerca de R$ 800,00 a mais no valor total do carro. Enquanto o preto e o branco não costumam ter adicionais da montadora.

Curiosidade:
Uma pesquisa feita pela empresa de Seguros Churchi (Britânica) avaliou o quanto a cor do carro influencia no público feminino. O que mostra que inconscientemente a cor do carro é muito mais importante do que tamanho ou modelo. A pesquisa indica que homens com carros de cor prata são mais atraentes para as mulheres. E pasmem! Uma em cada dez mulheres admitem ter saído com um motorista somente por causa da cor do carro dele. No ranking das mulheres, o 1º lugar fica com homens que possuem carro de cor prata e em 2º preto. A cor vermelha ficou entre a preferida de mulheres entre 13 e 19 anos porque associam a cor à sexualidade e ao comportamento selvagem. O piro colocado foi o de cor roxa, associada aos gays. Se na cor do carro prevalecem as cores neutras, na moda isso já não acontece. A cor da moda para o verão é a turquesa. Veja mais no blog de moda das amigas da Equipe Summer Cars, O Estilo de Ser.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Novo (velho) Doblò

Por Leandro Vitor

Já era hora!
O Doblò brasileiro finalmente passou por uma reforma estética. O carro foi lançado no Brasil em 2002, portanto, já são 8 anos com aquele mesmo design. As vendas do veículo nunca estiveram tão baixas, por isso a Fiat decidiu mexer seus pauzinhos. Apresento aqui algumas fotos que foram tiradas do blog Notícias Automotivas.


O mais interessante disso tudo é que o Doblò por oito anos não foi modificado no Brasil, agora que eles decidiram modernizar o design no carro e igualar ao modelo, só que o modelo europeu está mudando também, veja que lindão ficou:

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Curiosidade: como funciona o capacete


Por Adriano Vieira

A maioria dos motoristas comuns nunca experimentou um capacete. E nem é o foco deste blog, voltado aos carros. Mas como muitos dirigem motos, além de ser um equipamento de extrema necessidade aos pilotos de corrida, e ter praticamente salvo a vida de Felipe Massa em um recente acidente, é interessante saber como eles funcionam. Falaremos especificamente dos capacetes da Fórmula 1. Mas sua construção chega bem próximo dos produtos destinados aos motociclistas.

Apesar de ter basicamente o mesmo formato dos capacetes dos anos 60 e 70, quando o equipamento se disseminou mundialmente, a semelhança com os modelos atuais acaba por aí. À medida que a resistência aumenta, o peso diminui.

Hoje um capacete certificado tem duas camadas externas de fibra-resina, reforçada, feita de fibra de carbono. Apesar de ser resistente, esta não é a parte mais dura do equipamento, servindo mais como uma “deformação programada”, assim como a frente do seu carro. Dentro dela, agora sim, há uma manta semelhante às usadas em coletes à prova de balas. Essa camada tem a missão de “lacrar” a cabeça do indivíduo. Por fim, vem a camada interna, feita de um plástico macio, espuma e forrada com material anti-chamas.

As viseiras também receberam tecnologias com o passar dos anos. Do vidro (sim, isso existiu), hoje são feitas de policarbonato ultra-resistente, já que seu estilhaço invadiria diretamente o rosto (e os olhos) do piloto. O plástico também diminuiu consideravelmente o peso total do capacete, além de receber tratamento anti-riscos, anti-reflexo, anti-embaçante, etc.

Notou-se também que um vilão dos pilotos, no caso do capacete, não estava nem na sua construção, nem nos materiais escolhidos: era o peso final. Como a inércia atinge a todos, capacetes pesados são causadores de muitas lesões na coluna e pescoço, no caso de um acidente tanto leve como grave. Por isso, a diminuição do peso é essencial para melhorar a segurança do piloto. Dos antigos capacetes, que chegaram a pesar mais de três quilos, um bom capacete atual pesa cerca de 1,2 Kg.

Não é só a cabeça de Felipe Massa que o capacete salva. Por isso seu uso é obrigatório a motociclistas, e deve ser feito de maneira correta, escolhendo tamanho ideal e prendendo-o sempre perfeitamente. Apenas encaixá-lo na cabeça é inútil. E os cuidados também devem vir na compra do produto. Como já percebemos que a escolha de materiais e tecnologia é essencial, deve-se comprar produtos certificados pelo Inmetro, deixando a economia de lado nessas horas.

Fonte: Seu Auto Bradesco

sábado, 21 de novembro de 2009

Volkswagen Route

Por Leandro Vitor

Eu fui convidado para ir à festa de encerramento do Volkswagen Route, que é uma ação de marketing promovida pela Volks do Brasil que objetiva criar e aprofundar o relacionamento entre os universitários e a marca de uma forma descontraída e espontânea.



Com uma carreta chamada Super Truck, que você pode conferir no blog Amo Caminhões, cheia de várias inovações como som ao vivo, um super autorama; o Volkwagen Route passou por diversas universidades por todo o país. Em cada visita ele levava uma experiência diferente, como shows do Detonautas e Charlie Brown Jr., além de palestras e, principalmente, divulgar o concurso cultural chamado "180 dias para mudar o seu mundo", em que a empresa pedia que o universitário montasse um projeto com soluções de tornar as empresas mais sustentáveis e ecoeficientes.



Na festa que aconteceu dia 19 de novembro, nesta última quinta-feira, Marcelo Tas estava lá para apresentar o campeão do concurso. O projeto chamado TIME dos alunos Andréa Regina de Souza Morais e Thiago Marzulho Carvalho, ambos estudantes da Escola de Engenharia Mauá, foram os vencedores e ganharam uma viagem para a Wolfsburg, onde está localizada a fantástica fábrica de automóveis da Volks na Alemanha, chamada AutoStadt e que você pode ver fotos incríveis e também um vídeo onde mostra como funciona essa fábrica que, como eu disse, é fantástica. O blog é o Calangolango.

A festa aconteceu no Espaço das Caldeiras, em São paulo. Teve shows ótimos com Paula Lima e Toni Garrido. Todos os presentes, inclusive os finalistas que não venceram o concurso, caíram na pista e dançaram muito ao ótimo som dos cantores. Eu estava acompanhado da Fernanda Lanza, blogueira do blog Parablogcamará. Ela estava lá fazendo a cobertura do evento e fez uma montagem de vídeo e fotos que vocês podem ver no Youtube.



No final todos saíram ganhando. A Volkswagen que mostrou toda a força da sua marca, a Andréa e Thiago que vão para a Alemanha, o planeta Terra que ganhou ideias inovadoras para a sua preservação, e claro, eu também ganhei participando da festa realizada pela agência de relacionamento e marketing Decidindo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Test-drive Fiat 500






O Fiat 500, por Bárbara Scarelli:

Eu e o Adriano aqui da equipe Summer Cars fomos até a uma concessionária Fiat fazer o test-drive no novo Fiat Cinquecento, ou simplesmente 500 (em italiano de onde o carro tem origem , pronuncia-se tchinquetchento) especialmente para vocês.
.
O carro desembarcou no Brasil após 50 anos do seu lançamento na Europa, e é fabricado na Polônia – vem no segmento de carros para imagem porque eles são mais bonitinhos do que carros de fato, além diferente e descolado. Mas o correto é chama-lo de hatchback de duas portas. Fazem parte desse nicho, que na apresentação do 500 à imprensa a Fiat teve a ousadia de descrever como "luxo cult", os retrôs Mini Cooper, Volkswagen New Beetle e Chrysler PT Cruiser, além do minicarro smart Fortwo.
.
O carro vem equipado com motor 1.4 16V de 100cv, o que lhe confere um bom desempenho para os seus mil quilos. Ele é leve e, quando acionada o botão Sport no painel, ele tem uma arrancada mais rápida e o volante endurece muito sutilmente. Outra coisa muito interessante sobre o carro é que em uma ladeira, se você tira o pé do freio ele demora mais para descer do que os carros normais, o que ajuda a evitar pequenos acidentes para quem está começando e ainda não tem o total controle dos pedais.
.
O carro chama atenção por sua linhas arredondas e suaves, a referência mais forte do carro são os faróis redondos superiores e o logotipo entre os frisos, o capô curto e arredondado transmite ao mesmo tempo robustez e dinamismo. O item de parte externa que mais remete ao retrô moderno é uma enorme e brilhante maçaneta da tampa traseira. Apesar de pequeno, o Fiat 500 tem um bom espaço interno e bom e lindo acabamento, compatível com os padrões europeus. A parte interna é o que mais impressiona, os detalhes têm fino e ao mesmo tempo divertido acabamento.
.
Os instrumentos são agrupados em um único painel que contém velocímetro, conta-giros e computador de bordo, todos visualizados em conjunto, instantaneamente. A conclusão imediata a que se chega ao ver o painel de instrumentos é de que ele é a combinação ideal entre estilo retrô e tecnologia moderna. Como no carro inteiro. O requinte fica para a pintura brilhante na cor da carroceria na parte central do painel. O console central agrupa os controles de climatização e áudio, e ainda acrescenta praticidade, com os diversos porta-objetos. Seu principal destaque é a alavanca de câmbio, próxima ao volante, concebida para parecer um refinado componente mecânico, com suas partes cromadas. Os vários botões foram desenhados para lembrar as alavancas e indicadores do Fiat 500 original, e são muito fáceis e rápidos de usar.
.
Os bancos merecem uma menção especial. Claramente inspirados nos do Fiat 500 dos anos 60, eles incorporam o mesmo efeito "dividido", com revestimento bicolor coordenado com a cor do volante. Eles podem ser visualmente parecidos, mas foram desenhados privilegiando a ergonomia e o conforto. O jogo de cores se estende aos painéis das portas: uma parte é revestida para combinar com os bancos e outra, em plástico, incorpora um grande porta-objetos e os alto-falantes.
.
Apesar de suas dimensões serem mais generosas do que as do primeiro 500, o novo modelo continua bem compacto (tem 3,55 metros de comprimento, 1,63 m de largura, 1,49 m de altura, 2,30 m de entre-eixos e 185 litros de capacidade no bagageiro). Ou seja, é um carrinho para até quatro adultos (e nisso a Fiat foi honesta colocando apenas quatro cintos de segurança), sem pretensões para viajar com muitas malas. No que se refere a tecnologia e modernidade, o carro não deixa nada a desejar. Há diversos equipamentos, alguns dos quais incomuns em modelos compactos, entre eles: direção elétrica dual drive (com modo normal e Sport), Blue&Me (Bluetooth, SMS, entrada USB, etc), teto solar elétrico Sky Wind, ar-condicionado digital, entre outros.
Mas a mais importante tecnologia embarcada no Fiat 500 está relacionada à segurança. Só para você ter uma ideia, ele tem níveis de segurança que obedecem às normais europeias mais exigentes (ganhou 5 estrelas no EuroNCAP).
.
Entre os itens oferecidos estão:
- sete air bags (dois na frente, dois window bags, dois side bags e um que é novidade, o knee bag, que evita lesões nos joelhos do motorista),
- ABS (antitravamento) com ESP (sistema eletrônico de estabilidade)
- Hill Holder (dispositivo que auxilia o motorista nas saídas em aclive ou declive)
- ASR (sistema de controle da tração)
.
Pode-se escolher entre o câmbio mecânico de 6 marchas e o câmbio Dualogic automatizado de 5 marchas. Para quem ainda não conhece, o Dualogic permite ao motorista escolher, a qualquer momento, se as trocas de marchas acontecerão automaticamente ou se ele as controlará sequencialmente, através de toques na alavanca do câmbio ou dos controles no volante -- as "borboletas", semelhantes às utilizadas na Fórmula 1.
.
Se chamar atenção é que você está procurando, achou o carro certo. Circulando com ele pela rua é visível o quanto as pessoas se impressionam, as crianças o adoram por ser bonitinho. O Fiat 500 é um carro que veio para quem está no meio de um seleto público que o escolhe o carro em si, muito mais do que ele representa em questão de custo benefício. Vamos aos preços: o carro tem diferentes versões que variam entre R$ 62.870,00 e R$ 68.970,00. Só para constar: como curiosidade, o mesmo carro vendido na Itália custa, pasmem, a partir de R$ 29.150,00.

O Fiat 500, por Adriano Vieira:
.
Pra quem, como eu, adora carros práticos, pequenos, fáceis de estacionar e, principalmente, chamativos, o 500 parecia um prato cheio. Seu design retrô respeita, em cada detalhes, o modelo original do final da década de 50. Perfeito por fora, a questão está por dentro. Ele é apertado, muito. Com um motorista com mais de 1,75m de altura, dificilmente alguém consegue se sentar no banco de trás. O espaço para pernas é simbólico, apesar do reservado para cabeça ser aceitável e, o dos ombros, gigante (uma das vantagens de se levar apenas duas pessoas naquele banco). O porta-malas é tão ínfimo quanto. No meu Kia Picanto, cinco centímetros menor e que nunca foi referência em espaço, garanto que todos os passageiros e malas vão bem mais confortáveis.
.
O painel, com design tão retrô quanto o carro, oferece um acabamento acima dos carros médios brasileiros, apesar de abaixo do Mini. Mas o melhor está nos equipamentos: desde o som com mp3, bluetooth, porta USB e conectividade por meio de voz, passando pelo ar-condicionado digital (exclusivo da versão Lounge, a mais cara), todos os comandos elétricos e até os sete airbags. A única ressalva vai para o volante dessa versão: com um tom creme, quase branco, dificilmente ficará desta cor por muito tempo, por mais higiênico que seja o motorista.
.
Vamos para a parte prática: sento no banco e ajusto os controles. A posição de dirigir é ótima, com o tudo perfeitamente centralizado e ajustes de todos os tipos no banco e volante. O único porém está nos pedais, bem juntos, e no painel do câmbio, que rouba bastante espaço da perna esquerda. Dirigindo o carro, no entanto, esses detalhes se tornam costumeiros e o incômodo vai embora.
.
A primeira impressão que tive é que o carro não esterça -- apesar de ser pequeno, os largos pneus 195 16" fazem com que as rodas dianteiras estercem pouco, para não pegar nos paralamas. Neste sentido, a versão básica vendida na Europa, com calotas e pneus bem mais finos, deve ser melhor. Apesar disso, a direção elétrica é absurdamente leve (gira-se o volante com o dedo mindinho) e o câmbio e embreagem são extremamente precisos, não lembrando nenhum Fiat nacional.
.
O motor 1.4 desenvolve muito bem, casando perfeitamente com o já citado câmbio preciso. Apesar das dezesseis válvulas, não se sente falta de força em baixas rotações. O carrinho deselvolve bem e, por seu baixo peso, não fica atrpas de grande utilitários com motor seis-cilindros. O ar-condicionado trabalha com maestria e o som é mais do que suficiente pra maioria dos usuários do carro. Mas o mais interessante de tudo é o sistema Hill Holder: o equipamento, que está se popularizando na Europa, segura o carro em ladeiras. Assim, não é preciso apelar para o freio de mão ou o "pé-de-pato", sem necessidade de torrar a embreagem. O motorista tem dois segundos para sair da imobilidade antes de o carro soltar os freios.
.
No final das contas, o fato de ser um carrinho apertado, caro e chamativo pode ser um afastados, como da própria Bárbara, que alega preferir um Stilo. Pra mim, no entanto, e para muitas outras pessoas onde a indiscrição, a diferenciação e a exclusividade é que contam, dane-se o espaço apertado, o preço de carro grande ou os problemas de se ter um importado: eu quero um 500 para mim!